Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2006

Do Dr. Silva ao Sr. Júlio

Visitei há dias um lar à procura dum amigo de família. É uma experiência pouco agradável para nós, mas duma felicidade extrema para quem é visitado. É uma verdadeira viagem ao futuro. Por mais que eu queira pensar o contrário e por melhor que ali os idosos sejam tratados, tal só deve acontecer quando os mesmos não possam ficar em ambiente familiar. O problema é que cada vez mais isso se torna difícil, para não dizer impossível. Com o envelhecimento da nossa população, são cada vez mais importantes estes espaços, para quem não tem outra alternativa.

À saída, depois de visitar quem queria, reparei com uma cara que me parecia familiar. Fixei-me melhor. Não podia haver dúvidas. Apesar dos muitos anos que me separavam da última vez que o tinha visto, só podia ser o Dr. Silva. Pergunto a uma das ajudantes quem era aquele senhor que estava bem no canto da sala de estar. “É o Sr. Júlio”, disse-me simpaticamente. Sr. Júlio!? Não podia ser. Aproximei-me dele e disse: “Como está Dr. Silva?” Oh Soares, que bom ver-te. “Conheceu-me logo!?”, questionei. “É verdade, mas sabes que já são poucos os que me tratam assim. Há muito que deixei de ser o Dr. Silva para passar o Sr. Júlio, ou então o do quarto 8. É a vida.”

No mesmo dia, faço uma viagem ao futuro antevendo o que me poderá acontecer, se tiver sorte, e também uma viagem ao passado, recordando com o Dr. Silva o que foi a sua vida e como são agora passados os dias do Sr. Júlio. De facto, parece que estou a falar de duas pessoas, apesar de ser a mesma pessoa. Antigamente era difícil falar com o Dr. Silva, sempre com uma sobrecarregada agenda, distinto orador e muito envolvido em tudo e mais alguma coisa. Era uma pessoa que lutava diariamente contra a falta de tempo. A sua vida profissional não lhe permitia ter tempo para nada. Hoje, o Sr. Júlio só tem tempo e não sabe como utilizá-lo duma forma útil. Obrigado Sr. Dr. Júlio Silva, pela lição de vida que me deu. Aprendi mais consigo naquela hora, do que em muitos livros que tenho lido. Espero em breve voltar a visitá-lo e aguardo que tenha um tempo disponível para mim.


in "DIÁRIO DE COIMBRA"  -  26-02-2006 - www.diariocoimbra.pt 


 

publicado por José Soares às 17:00
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2006

Um dia de pesca na linda Coimbra

UmdiadepescanalindaCoimbra.JPG



Um Domingo de Sol é sempre um estímulo para darmos um passeio pela Cidade de Coimbra. Desta vez fui até à Praça da Canção e fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que revolveram passar o dia a pescar. Os peixes apanhados não foram muitos, mas é agradável partilhar o dia com os amigos junto àquele belíssimo espelho de água do Mondego, vigiado pela Torre da Universidade. Coimbra é linda!


in "DIÁRIO DE COIMBRA"  -  25-02-2006 - www.diariocoimbra.pt 


 

publicado por José Soares às 14:32
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006

Heróis com pés de barro

Heroiscompesdebarro.jpg


Diz o povo e com razão, na sua sabedoria que “quanto maior é a subida, maior é o trambolhão”. Este adágio popular aplica-se, infelizmente e mais uma vez, a um jovem que virou produto do “Big Brother” 1 (BB-1), Já antes o muito conhecido, e só isso, Zé Maria tinha sido notícia pelas piores razões. Quando as luzes da ribalta se apagaram, e sem ele saber porque razão alguma vez se acenderam, viu no suicídio (frustrado, felizmente) a saída para todas as suas desgraças. Agora é também um protagonista do BB-1, que reaparece na ribalta, mas por razões ainda piores.


Segundo as suas palavras, Mário Ribeiro entrou no BB-1 para ficar famoso. Esse objectivo foi conseguido, passando a ser conhecido por “BigMário”. Na altura, era uma jovem que captava as atenções dos jovens e a simpatia de todos os que seguiam o programa. Mário era o jovem que as adolescentes sonhavam ter como namorado, os jovens gostavam de ter como amigo e os mais velhos como filho. Era um bom exemplo. Onde quer que ele fosse, virava o centro das atenções. Seguramente que foram os melhores dias da sua vida.


Agora, passados cerca de seis anos, “BigMário” voltou à ribalta. Segundo o que veio relatado em toda a imprensa, Mário Ribeiro foi detido na quinta-feira da semana passada, pela PJ do Porto, suspeito de fazer parte de um grupo marginal que se dedicava a assaltos à mão armada. Está em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Custóias (EPC), por ser suspeito de co-autoria dos crimes acima descritos, com outros dois indivíduos de 22 e 25 anos, que terão rendido 75 mil euros.


A fama e simpatia que conseguiu cativar através do “Big Brother”, está a ser bom para esta fase negra da sua vida. Ao que se sabe, estes novos companheiros de reclusão (bem diferentes dos companheiros concorrentes do BB-1), ao contrário dele, estão a achar a maior piada ter um companheiro tão famoso. Este bom ambiente é muito positivo para o jovem Mário (25 anos), dado que o Tribunal da Relação tem até três meses para se pronunciar sobre a possibilidade do “BigMário” sair da prisão preventiva e passar a usar pulseira electrónica e ficar preso na sua própria casa. É que para o Mário a sua experiência de reclusão é abismal. No BB-1 estava a ser vigiado por câmaras; agora no EPC, está a ser vigiado por guardas prisionais.


Como qualquer cidadão que defende uma sociedade justa e democrática, só espero uma coisa: que se faça justiça. Quanto a este género de reality shows, espero que as produtoras protejam psicologicamente os seus participantes. Parece que o stress pós-fama porque passam no final dos programas é difícil de suportar.


in "AURINEGRA"  -  23-02-2006 - www.aurinegra.com 


 

publicado por José Soares às 17:28
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006

Tempos difíceis para os trabalhadores

Para defenderem aquilo que acham justo, cerca de 25 mil funcionários públicos vieram para a rua mostrar o seu descontentamento, numa manifestação já excepcional nos dias que correm. Objectivamente, manifestaram-se contra o aumento salarial imposto pelo Governo de 1,5 por cento, o inexplicável aumento da idade da reforma e o congelamento das suas carreiras e escalões.

Como acontece há uns anos a esta parte, os trabalhadores do sector privado acham que os seus colegas do Estado deviam mas era estar calados, porque ganham bem, têm todas as regalias, reformam-se mais cedo e só lutam para manterem os privilégios. Apesar de todas as alterações já levadas a cabo desde 1993, continuam a pensar da mesma maneira. Nem que tirassem os ordenados aos funcionários públicos (já faltou mais), os trabalhadores da privada continuariam a pensar que mesmo assim ainda estão prejudicados.

Este é um assunto recorrente, que já vem do tempo de Durão Barroso. O actual presidente da Comissão Europeia, na altura em que era Primeiro-Ministro, conseguiu a proeza de por trabalhadores contra trabalhadores. Não querendo beneficiar as condições da privada, convenceu estes trabalhadores que era preciso acabar com os privilégios dos trabalhadores da função pública. Como vivemos num tempo em que o egoísmo impera, os privados foram levados a pensar: se não há nada para nós, então tirem o que puderam à função pública. Se não baixam a nossa idade da reforma, então aumentem a deles. É este sentimento inconcebível numa sociedade evoluída, que talvez explique a situação a que o nosso País chegou. A desgraça de uns, já trás algum conforto aos outros.

Nos tempos que correm, não é fácil ser trabalhador da privada. Mas também é muito difícil ser trabalhador do Estado. São lhes atribuídas condições e privilégios que os próprios rejeitam. A sua média salarial ronda os 500 euros, embora se diga muitas vezes que ganham 4 e 5 vezes esse valor. Para os próprios não deve ser fácil ouvir essas afirmações. Da mesma forma, também não deve ser fácil aceitar que depois de terem feito um contrato com o Estado, o Governo o altere sem qualquer negociação, impondo a muitos até 15 anos a mais do que aquilo que tinha sido acordado. Por tudo isso, não é difícil imaginar os tempos de revolta que aí vêm, que seguramente irá culminar em mais uma greve da função pública. Esperemos que o Governo saiba ouvir os seus próprios trabalhadores, de modo a que todos não sejam privados das suas funções. Enquanto não acabarem com todos os funcionários públicos (é isso que o Governo quer?), as suas greves ainda transtornam o normal funcionamento do País. Quando já não houverem funcionários públicos nos serviços do Estado, então aí possivelmente todos nós tomaremos disso consciência e talvez nos possamos empenhar em construir um país normal, europeu e evoluído, onde é possível haver trabalhadores em funções públicas e funções privadas. Somos um País com História, mas não podemos ficar agarrados a ela.


In "CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS" - 16-02-2006  -  www.campeaoprovincias.com  


 

publicado por José Soares às 14:14
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006

Olivais Clube de Coimbra – mudança de ciclo

SimboloOlivais.jpg



Hoje em dia cada vez é mais difícil encontrar gente disponível para o mundo associativo. Com qualidade, então é quase impossível. A nossa sociedade está cada vez mais egoísta. Por isso, admiro as pessoas que a troco de nada, se disponibilizam a fazer parte de direcções não remuneradas, em favor de ideais. Embora nalguns casos o melhor seja a profissionalização do dirigismo, na maioria dos casos tal é impossível.


Tudo isto vem a propósito do anúncio do ainda Presidente do Olivais Futebol Clube, Carlos Gonçalves, de deixar os destinos desse Clube. Durante os últimos 6 anos fez parte do elenco directivo e presidiu à direcção durante os últimos dois mandatos – 4 anos. É um trabalho árduo assumir os destinos dum clube que é referência para o bairro onde está inserido, para a Cidade e para a região. A nível basquetebolista, o Olivais já foi uma referência a nível nacional, tendo o seu pavilhão acolhido grandes e emocionantes jogos. Foi um tempo que galvanizou a alma olivanense, apesar dos custos tão falados na época.


É notório o esforço das últimas direcções de Carlos Gonçalves, para dignificar o nome do Olivais. Quem dirige, tem sempre gente a favor e contra. Agora que o presidente anunciou a sua não recandidatura, o que é respeitável e compreensível, é justo reconhecer o seu dedicado trabalho ao Meu Clube. Só quem nunca passou por direcções do género, não percebe o cansaço que se apodera dos seus membros. Como olivanense que sou e sempre fui, só posso dizer: obrigado Carlos Gonçalves.


A partir de Março, não sei quem vai dirigir os destinos do meu Olivais. Se calhar nem é tão importante saber que é a pessoa que vai liderar o Clube. Para mim, mais importante que os nomes, são os projectos. É neles que reside o futuro do Clube. Pode não saber-se o que fazer, mas certamente que todos sabemos o que não fazer. É chegada a altura de envolver também as pessoas que sentem a história do Clube e toda a sua experiência, com a inovação daqueles que vêem esta colectividade dum outro prima, muito diferente mas também respeitável e enriquecedor. Acima de tudo, é chegada a altura de se usar a imaginação para galvanizar um Clube com história, mas que a ela não pode ficar agarrado, dado ter muito futuro pela frente. É por isso, que a nova direcção que vier a dirigir o Olivais nos próximos anos, deve ter em conta e concluir no seu seio essas várias experiências e sensibilidades.


Estamos de tempo de mudança. Com o encerrar deste ciclo e a abertura de outro, há que ter imaginação para que a Cidade em geral e os empresários em particular, comecem a olhar para o nosso Clube com outros olhos. Por mim, estou receptivo às mudanças e até sugiro uma: que se mude o nome do clube para – “Olivais Clube de Coimbra”. A razão é simples: apesar do basquetebol ser a sua imagem de marca, deve manter e criar outras modalidades ou actividades. Não vejo é qualquer razão para manter o nome Futebol no nome próprio do Clube. Sou sócio há 48 anos e nunca lá conheci o futebol. Os tempos que se aproximam são difíceis, pelo que deve juntar a Família Olivanense, a favor do Olivais Clube de Coimbra.


 


in "DIÁRIO DE COIMBRA"  -  10-02-2006 - www.diariocoimbra.pt 


in "OLIVAIS COIMBRA"-Fevereiro-2006- http://olivaiscoimbra.planetaclix.pt 


 

publicado por José Soares às 14:31
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Jovem perde subsídio por recusar ser prostituta

Jovemperdesubsidioporrecusarserprostituta.jpg


De vez em quando, chegam ao nosso conhecimento notícias que ainda têm a possibilidade de nos espantar. Foi essa surpresa que tive, ao ter recebido uma insólita noticia através do e-mail dum amigo. Mesmo depois de a ler e reler, ainda me pareceu uma brincadeira de mau gosto.


Em Portugal, começam a levantar-se algumas vozes que defendem a legalização da prostituição. Se no nosso País o assunto ainda agora começou a ser discutido e duma forma algo tímida, na Alemanha a prostituição já foi legalizada em 2002. E foi precisamente na Alemanha que, segundo a edição on-line do jornal Daily Telegraph, e também do in Destak – edição de Lisboa de 12/12/2005, Clare Chapman, uma jovem de 25 anos, perdeu o seu subsídio de desemprego por se ter recusado a trabalhar num bordel. Surpreendido caro(a) leitor(a)?


Aquilo que para nós portugueses ainda é insólito, para o advogado Merchthild Garweg, de Hamburgo, a situação é bem simples de explicar. Segundo ele, “os novos regulamentos afirmam que trabalhar na indústria do sexo já não é imoral, e, portanto, esses empregos não podem ser recusados sem que se perca o subsídio de desemprego”. Afinal os donos dos bordéis são obrigados a pagar os descontos e o seguro de saúde das suas empregadas, como em qualquer outra actividade, pelo que por isso têm direito a aceder à base de dados oficial das pessoas que procuram trabalho. 


Fazendo um grande esforço de imaginação, talvez consigamos perceber o que sentiu aquela jovem que tinha no seu curriculum a indicação de já ter trabalhado num café e estar disponível para trabalhar à noite, e que isso seria mais que suficiente para que os donos dos bordéis a achassem com o perfil para se prostituir. Não sei se a jovem já recuperou do choque, mas certamente que este episódio a vai marcar para o resto da vida.


Agora que o assunto também começa a ser discutido em Portugal, era bom que os políticos se apercebessem de todas as vantagens e inconvenientes da legalização da prostituição e que não se possa cair em absurdos como aquele que é retratado neste artigo.


 


 in "AURINEGRA"  -  09-02-2006 - www.aurinegra.com 


 in "O DESPERTAR"  -  24-02-2006


 

publicado por José Soares às 14:17
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2006

O preço da fama

Oprecodafama.JPG


O que foi escrito por mim:


O meu gosto pela fotografia abriga-me a andar sempre de máquina em punho. Às vezes dá jeito, como foi o caso deste curioso apontamento. De férias na Madeira, à saída dum restaurante local, deparo com João Jardim a sofrer os males da popularidade, com uma continental a não querer perder a oportunidade de ser fotografada com o Chefe do Governo Regional da Madeira, numa pose algum invulgar. Nota-se o desconforto de João Jardim, quando normalmente ele costuma dominar as situações. Aqui fica o registo sobre este antigo estudante de Coimbra.

José Soares ( Coimbra )

 


O que foi publicado:


Não é por acaso que Alberto João Jardim ganhou todas as eleições na Madeira desde o 25 de Abril. É que os madeirenses gostam mesmo do seu presidente! Esta imagem é bem a prova disso. Uma admiradora viu-o e não quis perder a oportunidade de ser fotografada a seu lado. Vai daí, atracou-se a ele como uma lapa e não o deixou fugir enquanto o momento não ficou devidamente registado! 

José Soares ( Coimbra )

 

in "FOCUS"  -  08-02-2006
publicado por José Soares às 18:10
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006

Carros de choque na Praça da República

CarrosdechoquenaPracadaRepublica.JPG


Como acontece há muitos anos, juntei-me no Domingo aos tertulianos da “Bica das Onze” no Café Cartola, bem junto à Praça da República – Coimbra. Desta vez fomos surpreendidos com este cenário: carros de choque na Praça da República!? Não conseguimos perceber a ideia...mas gostaríamos. É como ir de fato de banho jantar ao casino, ou de fato e gravata passar o dia à praia. Não encaixa.


O que virá a seguir? Vender bifanas junto à Porta Férrea?


in "DIÁRIO DE COIMBRA"  -  07-02-2006 - www.diariocoimbra.pt 


 

publicado por José Soares às 17:40
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