Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

“Big Mário” passa o Natal na cadeia

BigMariopassaoNatalnacadeia.jpg



Chama-se Mário Ribeiro, tem 25 anos, mas ficou conhecido por “Big Mário” através do programa que lhe trouxe fama, o primeiro “Big Brother” apresentado pela TVI. Por causa desse programa e do seu exemplar comportamento, teve o mundo a seus pés. Parecia que ia viver uma vida de príncipe. Na altura, só se previa que tudo de bom lhe iria acontecer. Passeava de Ferrari e tinha uma legião de fãs atrás dele. Era por eles respeitado e por elas amado. A sua presença era garantia de casa cheia. Dum minuto para o outro, viu-se na pele dum autêntico artista de cinema ou de televisão.


Todo este sonho começou em 2002. Agora em 2006, vive um pesadelo que ninguém imaginou, nem ele próprio. Pela primeira vez na sua ainda curta vida, vai passar o Natal fora da família. Pior ainda, vai ter que passá-lo na Cadeia de Custóias, acusado de “cinco crimes de roubo qualificado, três de falsificação de documentos, um de associação criminosa, um de furto qualificado, um de posse de arma ilegal, um de dano e um de incêndio”. É muita acusação para um homem só.


Apesar da gravidade destas acusações, a família do ex-concorrente do “Big Brother” acha que tudo não passa de manipulação de testemunhas, feita pela Polícia Judiciária. Isso mesmo foi referido pelo seu pai, Mário Morais Ribeiro, à revista “Mulher Moderna” de 18 de Dezembro deste ano: “A Judiciária manipulou as pessoas para dizerem o que na altura era o mais agradável para os poder prender, pois primeiro foram apresentadas queixas contra desconhecidos e depois disseram que os conheciam”.


Se a família pensa assim, as alegadas vítimas têm uma opinião bem diferente. Antero Mosca, uma das eventuais vítimas do “Big Mário”, disse ao jornal “Crime” que aquele dia 11 de Outubro de 2005, foi “um verdadeiro inferno”. As palavras deste doente cardíaco àquele semanário, não deixam muitas dúvidas: “Entraram disfarçados, com uma roupa a Rambo, tipo camuflado. Ainda peguei no telemóvel e liguei para o 112, mas o Mário apanhou-me e apontou-me uma arma à cabeça. Obrigaram-me a ir para o fundo do armazém, de joelhos, e amarraram-me as mãos atrás das costas com fita PVC. Entretanto, a Paula (a mulher) chegou à loja e foi trancada na casa de banho com uma nossa funcionária. A partir daí, esvaziaram as prateleiras e fugiram”.


A divergência de opiniões entre a família de Mário Ribeiro e as alegadas vítimas, são notórias. Cabe agora ao tribunal apurar de que lado está a verdade. Mas terá que o fazer até ao próximo dia 16 de Fevereiro. Esta é a data limite para o “Big Mário” ficar em prisão preventiva, situação em que se encontra há 10 meses. Até lá, o tribunal terá que p condenar, se conseguir provar a sua culpabilidade, ou o deixe sair em liberdade condicional.


Tenha o Natal o significado que tiver para cada um de nós, a verdade é que é uma altura do ano que procuramos a aproximação da família. Desta vez, o ex-Big Brother irá passar o Natal na cadeia. Se vier a ser condenado, ele que aproveite bem o tempo de reclusão e que pense que qualquer que seja a dificuldade que tenha na vida, é sempre preferível enfrentar os problemas em liberdade. Se se provar a sua inocência, como defende a família, então que aproveite bem esta segunda oportunidade que a vida lhe está a dar. Como diz o povo, “quem não quer ser lobo, que não lhe vista a pele”. Quando vejo um jovem como este, passar por estas situações quando tem tudo para ser feliz, lamento profundamente. Mais ainda, quando todos sabemos que a cadeia não reeduca ninguém e que as amizades que agora está a fazer, são circunstanciais.


Aproveito para desejar a todos quantos tornam possível a existência do AURINEGRA, um Feliz Natal.


 


In “AURINEGRA”  -  21-12-2006  -  www.aurinegra.com


In “O DESPERTAR”  -  29-12-2006  -  www.odespertar.com.pt


 

publicado por José Soares às 16:45
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3 comentários:
De kalinka a 12 de Janeiro de 2007 às 08:45
Iniciou-se a contagem decrescente para o lançamento do livro «Que é o Amor?».
Colaborei com um texto da minha autoria, dedicado a todos que de alguma forma marcaram a minha Vida em momentos inesquecíveis, mas também a alguém muito especial que nasceu dia 7 de Fevereiro e que, por não pertencer ao Mundo dos vivos, guardo com muito Amor, na minha memória (minha Mãe).
È uma excelente oferta em qualquer altura, mas como se aproxima o Dia dos Namorados, será bom começarem a preparar as vossas encomendas quanto antes.

Beijos e abraços.


De J.Soares a 24 de Dezembro de 2006 às 15:34
Olá Kalinka
Obrigado pelo excelente comentário. Apesar de ser um pouco alérgico ao Natal, respeito quem vive esta época com a alegria que eu não consigo ter. É hipocrisia a mais para o meu gosto.
Sinceramente, desejo-lhe o melhor Natal do mundo. Você merece.
Um beijo do seu amigo J.Soares


De kalinka a 24 de Dezembro de 2006 às 13:29
Em Portugal, a tradição repete-se um pouco por todo o país, embora nas grandes cidades tudo se passe numa atmosfera essencialmente cosmopolita. As ruas iluminam-se de lâmpadas translúcidas e cintilantes como auroras boreais. Montras vestidas de vermelho, doirado ou prateado prendem os olhares. Esquecem-se os dias tristonhos e gélidos, pessoas enchem os passeios, umas apressadas nas compras, outras apenas no simples prazer de desfrutar desta quadra festiva. Dir-se-ia que as luzes trémulas aquecem os corações mais cépticos e solitários.
No dia vinte e quatro ao final da tarde, toda a família se reúne. Alguns deixam as cidades e partem para o campo. Outros atravessam o mundo para voltar ao seu país, por poucas horas. Fazem-no com a esperança de reviver lembranças de uma vida.
Sensivelmente por volta das vinte e uma horas, a grande família reencontra-se à mesa: bombons de cores e sabores variados para os mais pequenos, frutos secos e cristalizados para os mais crescidos.
A luz das velas imprime uma tonalidade mais intimista, bem adequada à ceia de Natal!
Como entrada, os apetitosos bolinhos de bacalhau com verduras salteadas.
Segue-se o tradicional «Bacalhau à Portuguesa»: bacalhau cozido, batatas, couve portuguesa, cenouras e ovos. Tudo, acompanhado generosamente pelo bom azeite, comprado nas lojas de comércio tradicional ou enviado da província por familiares e amigos.
Chega então a sobremesa! Uma enorme mesa, pródiga das mais belas iguarias da doçaria portuguesa: rabanadas, aletria polvilhada e aromatizada com canela, farofas, fios de ovos, sonhos, pudim conventual de ovos... Excêntricos requintes para o paladar!
O célebre Bolo-Rei partilha desta tradição e os mais velhos e apreciadores acompanham-no com um cálice de perfumado vinho do Porto.

À meia-noite, tocam à porta... e o Pai Natal - um familiar disfarçado por trás de uma longa barba branca e vestido a rigor - faz a sua entrada, soltando o tradicional e esfuziante:
- Ho! Ho! Ho!
Os miúdos despertam, e enchem os olhos de estrelas brilhantes. Os gritos de espanto, alegria e excitação espalham-se pela casa. É o momento mais belo da noite! A hora do encantamento!!
Depois, cada um regressa a suas casas...
A mesa deixa-se posta e guarnecida. Dizem os mais antigos que durante a noite o espírito dos familiares desaparecidos regressa para partilhar desta doce reunião.
Há pessoas que saem, percorrendo as ruas frias. Num gesto de fraternidade recatada tentam aquecer a noite dos que dormem à luz da Estrela de Natal!
O frio gela... mas as mãos aquecem nos afectos e os olhos transformam-se em estrelas tremulares de mil tons e transparências de cristais.
DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO - VOTOS DE UM NATAL FELIZ NA COMPANHIA DE TODAS AS PESSOAS QUERIDAS.
SAÚDE, PAZ E AMOR JUNTOS NESTA ÉPOCA DO ANO.


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