Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

O tempo na Justiça

      A história nem é recente, mas é precisamente por isso que é importante referir-me a ela. É mais um exemplo do tempo na Justiça, que é diferente nas outras áreas.

A 21 de Junho de 2001, a tesoureira do Centro de Segurança Social de Leiria, foi operada aos ovários no Hospital de Santo André, em Leiria. Até aqui tudo seria normal, não fosse o facto provado em tribunal, que a paciente teria que ser operada novamente a 20 de Agosto do mesmo ano, desta vez no Hospital da Guarda.
Por vezes existe a recidiva duma doença e os doentes são novamente operados à mesma patologia. Só que, neste caso, a paciente foi sujeita a nova intervenção cirúrgica, para lhe ser retirada uma compressa que teria ficado no seu corpo durante a primeira operação.
O caso passou-se em 2001, mas só agora em 2008 (sete anos depois!?), o processo transitou em julgado por decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que veio dar razão ao Tribunal da Relação, o qual já tinha condenado o Hospital Santo André, de Leiria, a pagar à queixosa uma indemnização de 25 mil euros.
Mesmo depois de condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça, o Conselho de Administração do Hospital Santo André veio a público clamar pela sua inocência. Sabemos que os tribunais também falham, mas andar sete anos em tribunal, não foi tempo mais que suficiente para provar a inocência agora reclamada, através duma nota à imprensa?
O tempo na Justiça é tão longo, que quando alguém é ressarcido dos seus danos, a demora nas decisões já se encarregou de transformar a Justiça em injustiça.

 

In Jornal: "O DESPERTAR" - 16-01-2009

 

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publicado por José Soares às 22:57
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