Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

Vulcão islandês fez perder 40 milhões ao turismo português

Duma forma generalizada, todos os sectores se queixam da crise. As razões são várias. Um dos sectores que mais tem sofrido é o turismo. Para agravar a situação, agora até um vulcão islandês, com um nome esquisitíssimo – Eyjafjöll, resolveu dar uma “ajuda” tão importante a este sector. Para baixo todos os santos (e não só) ajudam.

Segundo o secretário de Estado do Turismo, o encerramento do espaço aéreo português, efectuado só durante o mês de Abril, já provocou um prejuízo de 35 a 40 milhões de euros ao turismo nacional.

Os valores avançados pelo governante, assentam nos dados a que teve acesso, vindos das várias regiões turísticas do país, cuja incidência é directa no cancelamento de voos e de dormidas nos hotéis. Tudo junto, nas palavras de Bernardo Trindade, “chegamos a um valor entre os 35 e os 40 milhões de euros”. Em Espanha, os prejuízos no turismo rondam os 240 milhões de euros e em Itália os valores ascendem aos 300 milhões. É muito prejuízo causado por um vulcão, que continua a afectar muitos países.

Tal como outros sectores que recebem apoios devido a catástrofes naturais, seguramente que também as regiões turísticas nacionais irão ter uma atenção especial por parte da Comunidade Europeia.

Acredita-se que o pior já tenha passado, mas a verdade é que os especialistas dizem que a situação se pode manter até ao Verão, o que é um mau prenúncio para quem usa ou depende do trabalho dos aviões. Recorde-se que o vulcão Eyjafjöll, teve a sua primeira erupção a 21 de Março, no Sul da Islândia e continua muito activo. "O volume de magma que sai do vulcão é de 60 toneladas por segundo, em comparação com 570 toneladas no início da erupção", acrescentaram os especialistas.  

Neste momento, quando algum país europeu mostra algum alívio, é porque os ventos estão a empurrar as cinzas vulcânicas para outro país, dado que a actividade do vulcão não abranda e os próprios especialistas não têm certezas quando será o seu descanso, para bem de todos nós. Os prejuízos são muitos e só a TAP já contabilizou uma perda de 12 milhões de euros.

Infelizmente, ainda não há técnicas que dominem as forças da Natureza. É nestas alturas que percebemos o nosso verdadeiro poder, quando somos reduzidos à nossa condição humana.

 

In: Jornal “O DESPERTAR” – 21-05-2010

 

publicado por José Soares às 13:51
link do post | favorito
Domingo, 9 de Maio de 2010

IV Convívio do Curso de História 1994-1998

   Fruto do empenhamento de alguns colegas do já longínquo “Curso de História 1994-1998”, foi possível a quem quis, participar e conviver com pessoas que foram (e algumas ainda são) importantes nas nossas vidas.

   O convívio deste ano, que foi um jantar, decorreu no restaurante do Hotel D. Luís, do qual se pode avistar a lindíssima cidade de Coimbra em toda a sua plenitude.

   Desta vez os inscritos não foram muitos, mas espero que essa ausência não sirva de desmotivação a quem se tem dado ao trabalho de reunir os ex-colegas de curso, convívio esse que é feito apenas uma vez por ano. Será que não podíamos todos fazer um pequeno esforço e reservar nas nossas agendas, um dia por ano, para recordar a nossa passagem pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra?

   Espero que para o ano a participação seja maior e deixo os meus parabéns a todos aqueles que organizaram o jantar de ontem, véspera do dia do Cortejo da Queima das Fitas, hoje realizado com 95 carros.

   Para a nossa história, fica o nome da comissão organizadora, a quem dou os meus parabéns e o meu abraço académico: Catarina Saraiva, Clara Serrano, Flora Domingos, Manuel Correia e Paula Campos.

  

 

 

 

Filme de Manuel Correia
publicado por José Soares às 22:09
link do post | favorito
Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

Obrigada a prescindir

   Depois de muita polémica sobre o pagamento das viagens dos deputados, a vice-presidente da bancada socialista Inês de Medeiros, comunicou ao presidente da Assembleia da República (AR), Jaime Gama, informando-o que prescinde de ajudas de custo a que tinha direito, por decisão do Conselho de Administração da AR, dado se ter detectado na lei portuguesa, uma lacuna sobre casos idênticos a este.

   Este é dos casos que não deviam acontecer, porque não dignificam a política e os políticos. Ao tomar agora esta atitude, Inês de Medeiros passa a ideia de ter sido empurrada para esta decisão: primeiro, porque a pressão pública e política tem sido imensa; segundo, porque o CDS já anunciou que ia propor “uma alteração à lei para impedir o pagamento de viagens dos deputados que moram fora do país”.

   Segundo as contas vindas na imprensa, as viagens semanais da deputada, de Lisboa por onde foi eleita, até Paris onde mora, custam ao país, que é como quem diz a todos nós, cerca de 6 mil euros por mês. Acrescentando este valor às ajudas de custo, dá a módica quantia de 6.162,18 € por mês, fora o vencimento de deputado.

   Há sempre alguém que acha que defendendo a opinião que aqui transmito, é demagogia porque é um caso isolado. A esses, digo que isto é uma vergonha e uma afronta a todos aqueles a quem tudo é tirado, para fazer face à crise financeira. Além dessa, o que existe é uma crise de valores, onde alguns passam a vida a receber subsídios e outros estão condenados a trabalhar toda a vida, assistindo a todas estas injustiças. Não quero dar para este peditório.

   A agora (ainda) deputada não é a única culpada deste escândalo que tem indignado muita gente. Quem a convidou para fazer parte das listas de deputados por Lisboa, residindo em Paris, também teve culpa em não acautelar esta mais que previsível triste situação. Como escreveu Fernando Madrinha no “Expresso”, este caso é “apenas mais uma prova de que, num país pelintra, a política continua a viver à grande e à francesa”.

 

In: Jornal Online “CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS” – 06-05-2010

 

publicado por José Soares às 18:11
link do post | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Abril 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.posts recentes

. Feira Medieval em Buarcos

. A sorte e a crise não são...

. Parabéns: já só faltam ci...

. A minha aposentação não c...

. A minha aposentação não c...

. Um casarão sem alma

. Ano Novo Vida Velha

. Ano novo, políticos e víc...

. Hora de receber

. Hora de receber

. Função pública e função p...

. Função pública e função p...

. Futebol - um mundo à part...

. Reformas - pensão pública...

. Um casarão sem alma

. A Saúde e a Madeira

. Crimes sem perdão

. Fuga de cérebros

. Rotunda do Ingote

. Pregões de praia

. Tributar as heranças

. Ai Álvaro, Álvaro

. Misericórdia de Semide in...

. Cuidado com o bronze arti...

. I Feira Medieval em Buarc...

. Vamos andando

. José Soares em mini-entre...

. Visita a Cáceres

. Não há vergonha para o de...

. Boa vida para o setor aut...

.arquivos

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Junho 2008

. Março 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Março 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds