Na semana passada, abordei uma questão que é cada vez mais evidente e preocupante – há um desinteresse generalizado pela participação cívica em associações ou clubes desportivos, recreativos ou culturais.
No próprio dia em que saiu o meu artigo – “Tudo morre”, tive conhecimento que mais uma associação ia fechar portas: Associação de Antigos Alunos da Escola Profissional de Agricultura de Semide (AAAEPAS), de Miranda do Corvo. Fundada em 1985, não conseguiu resistir ao desinteresse dos antigos alunos daquela importante escola e o resultado foi a decisão, tomada em assembleia-geral, de encerrar portas. Uma das pessoas que estava na direcção (presidida por Manuel Pereira) era o meu pai, José Soares, que, aos 82 anos, achou que era altura de dizer basta e de por fim à sua desinteressada colaboração. Ficou triste com o desfecho e por não haver jovens que queiram prestigiar uma escola que contribuiu e contribui, para a formação de jovens carenciados.
Uma outra organização que parece condenada a fechar portas, é a Associação de Moradores do Bairro António Sérgio (AMBAS), de Coimbra. Este bairro, situado entre o Bairro do Ingote e o Bairro da Rosa, pior localização era impossível, precisava duma associação forte e com uma mobilização dos seus moradores. Estes parecem não entender a importância de estarem organizados. Isolados nada conseguem; organizados e unidos, ainda poderão mostrar alguma força junto das instituições (Governo Civil, Câmara Municipal, Junta de Freguesia, Polícia de Segurança Pública, etc.). Os moradores não se organizam e a direcção da AMBAS tem-se mostrado incapaz de inverter a situação, mobilizando quem quer que seja. No último acto eleitoral, já nem se apresentou qualquer lista, pelo que também a AMBAS corre o risco de encerrar portas, dado que na prática todos os órgãos sociais encerraram a sua actividade, esperando os moradores alguma informação da comissão administrativa entretanto formada.
Termino com a ideia que expressei no último artigo: “É mais forte que o destino – tudo morre. Para contrariar esta tendência, só com um empenhamento mais efectivo dos jovens. Sem eles, nada tem futuro”.
In Jornal "O DESPERTAR" - 20-11-2009
Quem está ligado a pequenas associações cívicas, sem cobertura mediática, sabe quão difícil é manter estas em actividade. Cada vez mais, as pessoas se mostram indisponíveis para darem um pouco do seu tempo, em favor dos outros.
Se estivermos um pouco mais atentos, sobre o que se passa à nossa volta, de certeza que encontraremos clubes de bairro e associações que fazem um esforço imenso para se manterem activos, ou pura e simplesmente já fecharam. Muitos dos que ainda se encontram de portas abertas, só o estão à custa dos carolas, normalmente sempre os mesmos.
Mesmo grupos de grande visibilidade e até com alguma cobertura mediática, sofrem do mesmo efeito erosivo. Parece um vírus que atravessa toda a sociedade. É pena que assim seja, mas parece uma coisa inevitável.
Recentemente o Conselho da Cidade de Coimbra foi também afectado pela mesma doença. A indiferença e a indisponibilidade das pessoas, também bateu à porta desta associação cívica. Criada em 2001 por 44 associações e cidadãos individuais e apadrinhada por Boaventura Sousa Santos e Vital Moreira, após o Congresso da Cidade organizado pela Associação Cívica Pró-Urbe, nem assim parece resistir à indiferença da própria cidade e dos seus cidadãos. Ninguém parece disposto a tomar o lugar de José Dias, que já há uma ano terminou o seu mandato, sem que tenha aparecido alguém para o substituir.
É mais forte que o destino – tudo morre. Há associações e grupos cívicos que nascem sem qualquer sustentabilidade ou razão de ser. Outros porém, são alicerces fundamentais numa sociedade. Mesmo sendo importantes, acabam por morrer e, para contrariar esta tendência, só com um empenhamento mais efectivo dos jovens. Sem eles, nada tem futuro. Era bom que também eles tenham consciência disso.
In Jornal “O DESPERTAR” - 13-11-2009
Na semana passada, abordei a questão de pequenos mas bem organizados grupos de estrangeiros, que em gangs espalham o terror em Portugal. Um pouco por todo o lado, os relatos repetem-se.
Neste artigo, esperava abordar outras questões. Assuntos não faltam. Mas, uma nova notícia sobre um selvático assalto a um casal de idosos, obriga-me a voltar ao tema, infelizmente. Não consigo ser insensível à violência sobre idosos.
De acordo com o CM, quatro assaltantes encapuzados, que se suspeita serem de Leste, assaltaram um casal de suíços na sua própria casa, na Quinta do Rejan, em Loulé. Os idosos que vivem há 15 anos no Algarve, nunca tinham passado por semelhante e traumática experiência. Foram sequestrados, roubados e agredidos e “enquanto o homem de 80 anos foi amarrado na sala, a sua mulher, de 77 anos, foi violada no quarto ao lado”. Revoltante.
As palavras do idoso ao CM são dramáticas: “Estamos muito mal. A minha mulher foi atacada brutalmente e a mim deram-me murros na face, amarraram-me os pulsos e bateram-me nas mãos e pernas com paus”.
Este tipo de crimes deixa-me profundamente revoltado. Não bastava a estes marginais terem roubado aos idosos, dinheiro, ouro, jóias, cartões de crédito e o carro da família, um jipe Range Rover. Tinham que deixar o seu lastro de violência, a sua marca, a pessoas completamente indefesas e que estão no Outono da vida.
Em vez de acarinharmos os estrangeiros, que depois de reformados escolhem o nosso país para viverem o resto das suas vidas, não conseguimos criar questões de segurança, o que leva a que outros estrangeiros, organizados em gangs, espalhem o terror no país que os acolhe.
Não podemos hiper-valorizar estes casos de violência extrema, mas também não devemos enterrar a cabeça na areia e fazer de conta que estes casos não existem, ou que não têm grande significado. Poderão ainda ser casos isolados, mas que afectam directamente as localidades onde eles acontecem e que prejudicam inevitavelmente o investimento estrangeiro e o turismo. A insegurança só serve aos próprios marginais.
Começa a ser perigoso viver em Portugal, que já foi “um país de brandos costumes”.
In Jornal “O DESPERTAR” – 06-11-2009
Ainda recentemente a imprensa dava destaque ao nosso país, como sendo daqueles que melhor acolhe os imigrantes. É um dado positivo para a imagem de Portugal e assim devemos continuar.
Uma coisa é receber bem os estrangeiros que se querem integrar; outra bem diferente, é o nosso país começar a ficar à mercê de bandidos estrangeiros. A situação está a ganhar tal dimensão que ainda a semana passada um jovem brasileiro de 21 anos, fazia sinais de vitória (!?) à entrada dum tribunal, por ter assassinado um ourives durante um assalto!!! Será que é louco?
Através da internet e também pela imprensa, ficámos a saber que três cidadãos brasileiros, vestidos de camisas brancas e com embalagens originais dos CTT, deram-se ao luxo de assaltar residências em Almada, em plena luz do dia, ameaçando e agredindo as suas vítimas, que julgavam estar seguras nas suas próprias casas. As autoridades policiais mostram-se preocupadas com este grupo, tido como muito violento, que segundo o CM, “parece estar empenhado a importar para Portugal este cruel método muito usado no Brasil para assaltos a residências”. E assim estes falsos carteiros vão espalhando o terror no nosso país.
No Algarve, a Polícia Judiciária foi recebida a tiro por três cidadãos do Leste, os quais são suspeitos de se dedicarem a assaltos violentos no nosso país. É gente perigosa que não hesita em puxar por pistolas e disparar contra a nossa Polícia, no nosso País.
É uma situação preocupante que merece uma resposta dissuadora, de modo a não transformar Portugal num paraíso para os criminosos estrangeiros. Já nos bastam os nacionais. Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, em 2008 foram assaltadas 31 mil casas no nosso país. É muito crime para um país da nossa dimensão.
In Jornal “O DESPERTAR” – 30-10-2009
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Clique na imagem para ver a desculpa de Maitê Proença
Tenho que reconhecer que alguns brasileiros conseguem unir mais os portugueses do que nós próprios. Foi Scolari através do “Euro 2008” de futebol e é agora Maitê Proença com um infeliz e insultuoso vídeo passado no canal brasileiro GNT.
Segundo a própria, esse vídeo foi “produzido entre amigos num dia de folga enquanto estive em Portugal em Março de 2007, há dois anos e meio”. Não me parece relevante ter sido realizado agora ou há mais de dois anos. Foi feito e mal feito.
Desculpa-se a actriz, dizendo que “o brasileiro é irreverente”. Uma coisa é irreverência, outra bem diferente é a má educação e foi isso que revelou no seu vídeo, sem qualquer ponta de piada. O vídeo já teve mais audiência que qualquer telenovela onde tenha participado e, em todas as televisões portuguesas onde passou, não houve qualquer gargalhada ao tão pretensioso humor brasileiro.
Além do nojo que me meteu o vídeo, ainda fiquei mais surpreendido pelas sonoras gargalhadas das cinco figuras em estúdio, no programa “saia justa”. Riam de quê!? Da sua própria ignorância ou de algum complexo de inferioridade que não conseguem ultrapassar? Seria bom que se informassem ou pouco mais sobre Portugal e os portugueses.
Tenho vários amigos brasileiros e adoro o Brasil como país, mas isso não apaga esta ofensa gratuita e injustificada à nação portuguesa. Como dizem os portugueses, “quem não se sente não é filho de boa gente”. E, já agora, um conselho: as desculpas não se pedem, evitam-se.
Barack Obama foi distinguido pela Academia Nobel Norueguesa com o Prémio Nobel da Paz. O presidente dos Estados Unidos da América ficou surpreendido com tal distinção, tal como o resto do mundo.
O primeiro Prémio Nobel da Paz foi atribuído pela primeira vez em 1901, a Frédéric Passy e Jean-Henry Dunant. De acordo com o fundador Alfred Nobel, este prémio deverá ser dado “à pessoa que tenha feito mais pela fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução de exércitos e pela promoção de encontros de paz”.
O novo Nobel da Paz ainda não preencheu todos estes requisitos, mas a verdade é que Barack Obama trouxe consigo para a política (americana e mundial) uma mensagem de esperança para os americanos e para o mundo. Este prémio é mais um incentivo para aquilo que ele se tem proposto fazer, do que aquilo que até agora conseguiu. É um excelente incentivo, mas pode ser um pesado fardo. Perante a notícia, o próprio afirmou: “Não vejo isto como um reconhecimento das minhas realizações”. Para o mundo, também parece pouco aquilo que conseguiu até agora, para merecer tão alta distinção.
Pessoalmente, fiquei satisfeito com a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Barack Obama. Apesar de estar na presidência dos Estados Unidos à apenas nove meses, a verdade é que é público e notório, o esforço extraordinário que tem feito em favor da cooperação entre os povos. Desconhecido há um ano atrás, é hoje visto em todo o mundo como um homem de paz.
Barack Obama é o quarto presidente dos EUA a ser galardoado com este prémio, depois de Theodore Roosevelt, Woodrow Wilson e Jimmy Carter.
O novo Prémio Nobel da Paz, nasceu no Havai há 48 anos e é filho de mãe norte-americana branca e dum pai queniano. É formado em Direito e Relações Internacionais e antes de ter assumido a presidência dos EUA, era senador desde 2004.
A minha dúvida, é como é que o Presidente dos EUA, que defende os interesses dos americanos, vai conciliar o cargo com o de Prémio Nobel, que em princípio tem uma abrangência mundial.
In Jornal “O DESPERTAR” – 16-10-2009
A notícia duma moradora de Coimbra ter sido apanhada 37 vezes sem carta, foi relatada em toda a comunicação social, incluindo a própria televisão. Até o Expresso deu uma página inteira a este assunto.
A história até poderá ter o seu interesse jornalístico, de tão insólita que é. Mas será que toda esta publicidade, não será um mau exemplo a seguir por muitas outras pessoas? Quantos não gostariam de ter esta cobertura mediática? Se for não por uma coisa boa, então que seja por uma coisa que a sociedade condena.
Sabemos que a vida não é fácil e para esta condutora não encartada também não sido. Mas essas dificuldades não poderão esquecer o essencial: conduzir sem carta é crime. Nestes 21 anos de condução ilegal, nunca teve nenhum acidente, felizmente. Mas vamos imaginar que atropelava alguém com consequências graves. Como se iria responsabilizar perante a vítima? É que não tendo carta também não pode ter qualquer tipo de seguro.
Este caso até captou a simpatia de muita gente!? No entanto, convém não ignorar o perigo do comportamento desta senhora. A sua atitude só pode ser condenada por uma sociedade minimamente organizada e civilizada.
Com a experiência que entretanto já adquiriu para conduzir, seguramente que já conduz melhor que muitos encartados que andam por aí. Talvez pudesse haver uma outra forma de certificação para casos destes, mais ainda, numa altura em que tudo é certificado. Hoje consegue-se obter o grau do 12º ano de escolaridade, com alguns meses de dedicação. Será que quem conduz há 21 anos, sem acidentes, também não merecia uma outra oportunidade?
Não defendo o comportamento desta senhora, bem pelo contrário, mas custa-me ver a sociedade atirar esta mãe de três filhos para a cadeia, numa altura em que ficou sem ocupação, sem casa e sem dinheiro. Não poderá ser vista como uma heroína, mas deverá ser-lhe dada uma oportunidade para se integrar na sociedade, dentro da lei. Dentro da cadeia dificilmente o conseguirá.
PS: Depois de fazer este artigo, a senhora aqui referida chumbou outra vez no exame de código e, pasme-se (ou não), voltou novamente a ser apanhada sem carta (38º vez). Acho que precisará de outro apoio, dado que ainda não percebeu a gravidade da sua repetida e constante atitude, a qual é punida criminalmente.
In Jornal “O DESPERTAR” – 02-10-2009
Para não entrar em paranóia, tento não levar à letra tudo o que se diz e escreve sobre a Gripe A (H1N1). Acho que existe algum alarmismo e essa minha ideia tem sentido apoio nas afirmações de muitos responsáveis e entendidos em Saúde.
Agora, o Correio da Manhã traz à capa uma afirmação do Director-geral da Saúde, Francisco George, que me deixou preocupado: “Gripe A vai matar em Portugal”. Pelas responsabilidades e conhecimentos que tem, seguramente que as suas palavras deixaram muitos portugueses preocupados.
Segundo afirmou o Director-geral da Saúde, os dois próximos anos vão ser stressantes para os serviços de Saúde especializados nesta área, prevendo-se o “colapso de alguns serviços”. É um quadro demasiado negro aquele que nos pode esperar. Esperemos que esteja enganado nas suas previsões, as quais são ainda mais preocupantes para as pessoas dos 20 aos 29 anos, obesos e grávidas.
Neste momento e de acordo com os dados que o Ministério da Saúde tornou públicos, em Portugal já foram registados 7513 casos de pessoas portadoras de vírus H1N1. Um destes casos, o mais grave até agora, é de um jovem que se encontra internado no Hospital de Faro, em coma induzido. A nível mundial e segundo a Organização Mundial da Saúde, já foram confirmadas 3205 mortes.
Como pai duma criança de meses, fiquei ainda mais preocupado com uma das afirmações de Francisco George: “As crianças no infantário são um problema e não temos ainda uma evidência sobre os benefícios de se encerrar as escolas”. Como muitos pais, também fiquei com uma preocupação: o que fazer se a Gripe A chegar ao infantário dos nossos filhos?
O alarmismo sobre a Gripe A está lançado. Justificado ou não, ele está instalado. Pior ainda, são as paranóias que vão aparecer pela confusão com a Gripe Sazonal. No último Inverno tivemos 700 mil casos registados. Agora imagine-se o que vai ser com a maioria das pessoas a pensar que é a Gripe A!?
Façamos votos que aquilo que se diz sobre a Gripe A (H1N1) e suas consequências, seja um falso alarme, tal como (não) aconteceu com a Gripe das Aves, a qual não teve as consequências que se previam, para bem de todos nós.
In Jornal “O DESPERTAR” – 18-09-2009
Como disse na crónica anterior, estive nas últimas semanas na Rússia. Desta vez, vou falar sobre Moscovo e a sua magnitude. Continua a ser uma das cidades onde se decide o futuro do mundo.
Estive na capital russa em 2004. Agora, o que mais me chamou à atenção, foi o aumento significativo do trânsito, composto maioritariamente por carros novos e topo de gama. São impressionantes as fortunas rodadas que circulam às portas do Kremlin, outrora símbolo do poder do povo soviético.
A Rússia continua a ter importância mundial e Moscovo é a imagem desse poder. Durante séculos, esta cidade era palco das tradições culturais russas cuidadosamente conservadas. Dentro do espaço do Kremlin, revisitei a “antiga Catedral da Dormição, principal templo do país, onde foram coroados todos os monarcas russos. Pedro, o Grande e Catarina II faziam questão de celebrar as suas vitórias militares só em Moscovo. Foi também em Moscovo que, sacrificando-se no altar da guerra, predeterminou em 1812 a derrota das tropas napoleónicas”.
Ao contrário de outros tempos, bem situada na Praça Vermelha e em frente ao túmulo de Lenine e das paredes do Kremlin, aquela que já foi a casa do povo soviético, é hoje um rico e sofisticado centro comercial rendido ao capitalismo russo. Um símbolo do consumismo onde estão quase todas as marcas mundiais representadas. Sinais dos tempos. Saudosos do antigamente, visitam diariamente o túmulo de Lenine a quem dão vivas ao seu corpo embalsamado, pelo seu papel na construção da sociedade soviétiva. As suas provectas idades, não deixam antever qualquer perigo para os actuais dirigentes, para quem não há qualquer hipótese de retorno ao antigo regime. O capitalismo instalou-se definitivamente em Moscovo, para satisfação duma parte dos moscovitas, que é hoje a segunda cidade mais cara do mundo e onde existem mais multimilionários por metro quadrado.
O que me impressionou pela positiva, foi ter visto bem em frente a uma das fachadas do Kremlin, um enorme e único painel a publicitar Portugal, através do “Turismo de Portugal”.
Em Moscovo são muitos os locais a visitarem. Mas se um dia estiverem na capital russa, não deixem de ver o Metro. Uma autêntica galeria de arte em que em cada uma das suas estações é possível apreciar pintura, mosaicos, vitrais ou murais. As estações de Metro são por isso conhecidas como “Palácios subterrâneos”.
In Jornal “O DESPERTAR” – 11-09-2009
Durante as duas últimas semanas, tive oportunidade de revisitar a Rússia, mais concretamente as cidades de São Petersburgo e Moscovo.
A primeira foi a capital do Império Russo e é hoje uma cidade histórica. São muitos os palácios e museus que podemos visitar. A escolha não é fácil. Porém, é obrigatório visitar o Palácio/Museu do Hermitage e toda a sua praça. É difícil destacar o que há de melhor para ver, mas para quem gosta de pintura, por exemplo, tem oportunidade de contemplar as obras mais significativas de Pierre Auguste Renoir, Claude Monet, Edgar Degas, Vicent Van Gogh ou Pablo Picasso, isto só para referir os mais conhecidos.
Como disse, as propostas de visita em São Petersburgo são muitas. Mas permito-me destacar outro magnífico edifício a visitar: o Templo da Ressurreição de Cristo (Salvador Sobre Sangue). Foi erigido em memória do “czar libertador” em “memória da Ressurreição de Cristo no lugar do ferimento mortal do Imperador Alexandre II”, que morreu naquele mesmo local a 1 de Março de 1881, resultado da explosão duma bomba lançada pelo terrorista Ignati Grinevitski. É um monumento magnífico de rara beleza, da arquitectura ortodoxa russa.
São precisos vários dias para visitar esta magnífica cidade russa. Mas quando o fizer, não deixe de andar mais um pouco para visitar o magnífico Palácio de Peterhof, que era a residência imperial preferida de Pedro, o Grande. Duma riqueza estonteante dentro do palácio, rodeada por jardins lindíssimos, pode-se avistar o Mar Báltico, que é ligado ao próprio palácio através de um espectacular canal.
Termino dizendo: vale a pena visitar a cidade de São Petersburgo. Sobre Moscovo, falarei numa próxima crónica.
In Jornal “O DESPERTAR” – 04-09-2009
O caso Joana Amaral Dias já fez correr tinta a mais. Foi ou não convidada para fazer parte da lista de deputados pelo PS de Coimbra?
Fazer listas do que quer que seja não é fácil. A dos deputados socialistas de Coimbra também não foi e é um exemplo a não seguir.
Desconheço quem incumbiu Paulo Campos de contactar Joana Amaral Dias para o efeito. Se quis fazer um bom serviço, conseguiu-o, mas a favor do Bloco de Esquerda.
Segundo a ex-deputada bloquista, a ideia do PS seria “tentar fazer uma renovação das suas listas e a tentar captar algumas figuras à esquerda”. O Partido Socialista tem, felizmente, muitas figuras de esquerda para captar esse seu eleitorado. No entanto, em vez de procurar entre os seus, procura fora com os resultados conhecidos.
Houve muita coisa que não correu bem e é bom que registemos o que disse Manuel Alegre: “Houve retaliação política” na feitura das listas de deputados. “Todos os que me apoiaram ficaram de fora. Politicamente não estou representado nas listas. O PS vai gravemente mutilado às eleições.
Em termos político-partidário, estou mais preocupado em saber se as observações de Manuel Alegre assentam numa lógica de maioria partidária, onde as oposições internas são arredadas, do que saber se Paulo Campos “convidou” ou não Joana Amaral Dias, dado desconhecer a que título o poderia fazer. Mais uma vez, o PS deu um tiro no pé. José Sócrates foi envolvido nesta polémica e, sinceramente, não acredito na sua participação neste episódio.
As listas estão feitas e, como socialista, farei o que estiver ao meu alcance para ajudar o meu partido a vencer as próximas eleições legislativas (e autárquicas), apesar de não ter havido de quem de direito, um real esforço de união partidária das várias sensibilidades do PS no distrito de Coimbra.
O que está feito, feito está. Só espero que a partir de agora os escritores do reino socialista, empreguem os seus talentos a explicar aos eleitores as vantagens de Portugal continuar a ter um governo de maioria socialista e se deixem de andar aos “tiros” dentro de casa e que tragam para o exterior as razões para essas desavenças. Agora, o tempo é outro.
Nesta estória, o que mais me desgosta é os partidos convidarem os militantes de outros partidos para fazerem parte das suas listas, sejam para deputados sejam para as autarquias. Pior do isso, só mesmo esses militantes que aceitam esses convites.
In Jornal “O DESPERTAR” – 07-08-2009
A crise está nas bocas do mundo. Qualquer que seja a conversa, ela resvala inevitavelmente para a crise. Não há volta a dar.
Há dias li numa daquelas revistas que abundam nos consultórios e nos barbeiros/cabeleireiros, que João Pinto e Marisa Cruz iriam (já foram a 2/Maio último) casar. Até aqui nada de novo e felicidades aos noivos são os meus votos.
Segundo a revista “Vidas CM”, os noivos fizeram para os convidados a sua lista de prendas. Entre outras, a revista destaca: “um frigorífico topo de gama, no valor de mais de 1.500 euros, um faqueiro de cerca de 1.000 euros e até uma batedeira, que ascende aos 800 euros”. Assim a vida dos convidados está muito mais facilitada e é só escolher uma prenda que seja útil.
Este foi um casamento anti-crise e ainda bem que por qualquer lapso, não fiz parte dos convidados. Tenho muita dificuldade em escolher prendas para noivos.
In Jornal “O DESPERTAR” – 31-07-2009
A Figueira da Foz é um destino de férias por excelência há muitos anos. Em especial para os residentes em Coimbra.
Em Julho e Agosto, torna-se difícil arranjar estacionamento junto à praia e também não é fácil escolher lugares para os chapéus e toalhas. Quando a concorrência é grande, é sempre difícil fazer as melhores escolhas. Fazem-se as possíveis.
Este ano, tudo levaria a crer que também fosse um ano difícil para os chamados banhistas/turistas. Mais ainda, porque a temperatura da água tem estado equivalente (e até superior) à do Algarve. Mas tal não tem acontecido, pelo menos durante o mês de Julho.
Talvez devido à crise e à Gripe A, a verdade é que não se vê grande afluência na praia. A maioria dos chapéus para alugar não chegam a abrir e os espaços são mais que muitos. Até nos cafés e restaurantes se vêem os sinais da crise.
Ainda recentemente o presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT), João Passos, tornou público que as viagens de lazer caíram 20 por cento e as de negócios 15 por cento.
A crise justifica alguma desta situação e o alarmismo (justificado!?) em volta da Gripe A também tem contribuído para este revés na indústria do turismo, que “em 2007 representou 7.500 milhões de euros de receitas para o país”, afirmou João Passos.
Decididamente, este é um ano difícil para o turismo nacional.
In Jornal “O DESPERTAR” – 24-07-2009
Num destes fins-de-semana, fiz um programa que conheço bem. Participei nos já famosos “Cruzeiros do Douro”, num dos muitos barcos que fazem esse programa. É simplesmente espectacular poder usufruir dum tranquilo passeio de barco durante algumas horas, contemplando as deslumbrantes margens do Douro. A juntar a tudo isto, também fica na memória de todos, o excelente almoço serviço a bordo. Uma das curiosidades desta descida do Douro, é a passagem pelas barragens de Carrapatelo e Crestuma/Lever, com desníveis de 35 e 14 metros, respectivamente.
É sempre interessante mergulhar na história. Nesta viagem, era possível reviver o que era andar no comboio histórico, que é movido a carvão. Faz o percurso Régua/Pinhão/Tua/Pinhão/Régua. É um percurso extraordinariamente belo, acompanhado por cantares da região, adocicado com bolos típicos e vinho do porto. Já tinha feito este passeio e recomendava. Desta vez, o efeito foi completamente diferente. As pessoas foram ficando sujas de tanto carvão misturado no fumo, o que tornou a viagem mais desagradável que o esperado. Depois foram várias as avarias que obrigaram a longas e desagradáveis paragens, sem que houvesse qualquer explicação aos passageiros. A culminar esta má experiência, a passagem por um dos túneis encheu as carruagens cheias de fumo, deixando alguns passageiros maldispostos e outros até a roçar o pânico. Para algumas pessoas aquilo foi mesmo aflitivo.
Depois de tudo isto, não penso voltar a fazer a experiência no comboio histórico e, acho até que seria conveniente que, mantendo toda a traça original, se pudesse pensar em substituir o carvão pelo sistema eléctrico. Hoje em dia tudo é possível, inclusive a emissão de fumos que não sejam nocivos à saúde.
In Jornal “O DESPERTAR” – 10-07-2009
O desespero duma jovem mãe de apenas 15 anos, em querer recuperar o seu filho, obrigou a comunicação social a colocar o assunto na ordem do dia. A sociedade interessou-se pelo caso.
Dum modo geral e pelo que se viu inicialmente, o povo levantou-se em apoio a uma mãe/criança que quer o seu filho. É da natureza humana. Como muitos, também me interessei pelo caso e li tudo o que me foi possível. Abençoada internet. Um número significativo de comentadores, oficiais e de circunstância, colocou-se ao lado da jovem e critica a posição do tribunal.
Vamos aos factos. A jovem Ana Rita teve um filho quando tinha apenas 13 anos. O pai, com apenas 17 anos, só perfilhou o filho depois dum teste de paternidade. Para o tribunal e de acordo com o acórdão, “foi constatada que a habitação estava muita suja, com dejectos de quatro cães pela casa, comprimidos espalhados, cozinha desorganizada e com comida a apodrecer em cima da bancada”. Era de facto um quadro muito negro para ter uma criança, quanto mais duas. A acrescentar a esta problemática situação, a avó de Ana Rita, segundo o tribunal, tem “problemas de saúde mental”. O Tribunal de Cascais considerou que Ana Rita estava “numa situação de risco, em abandono escolar e sem família organizada capaz de fazer face ao seu bem-estar”. Apesar de tudo, o tribunal também considerou que a jovem mãe “demonstra ter competências maternais e afecto pelo menor quando está com ele”.
Foi por tudo isto que foi proposto à jovem que ela e o seu filho fossem colocados numa instituição para adolescentes com filhos. Compreensivelmente, a jovem Ana Rita, que na altura era uma criança com apenas 13 anos, não quis deixar a família e rejeitou porque “não conseguia dormir fora de casa e não queria deixar a mãe.”
Ao contrário de muitos e perante os factos provados, acho que o tribunal decidiu bem. Foi há dois anos.
Agora e perante um novo quadro, acho que o tribunal deverá reavaliar a situação e dar uma oportunidade à jovem Ana Rita de ser mãe. Pelo que se tem visto, ela merece essa felicidade. Como ela própria disse recentemente, “só quero que o meu filho venha para mim”. Seria bom que a sociedade não abandonasse estas duas crianças.
In Jornal “O DESPERTAR” – 26-06-2009
Às vezes nem quero acreditar naquilo que leio. Através do Correio da Manhã de 4/Junho último, fico a saber que a família da amiga duma aluna, composta por mãe, pai e dois tios, decidiu aplicar um correctivo a uma rapariga de 13 anos, por causa de um desentendimento na sala de aulas, onde a aluna agora agredida, teria atirado uma bola à cara duma colega.
O que é curioso é que esta família justiceira não tem quaisquer laços familiares, com as crianças em causa.
Esta notícia não passa nas televisões e é pena. Este caso ter-se-á passado à porta da Escola EB 2,3 do Viso, no Porto. O país insurge-se quando vê uma mãe russa, a bater no rabo da sua filha. Mas o que faz esse mesmo país, perante uma agressão a uma jovem de 13 anos, a soco e a pontapé, por quatro adultos, de que resultaram lesões ligeiras nas costas, na cabeça e num braço?
Sabemos que a Justiça é morosa e quanto isso revolta as próprias vítimas. Mas é completamente impensável que se apoie e promova uma sociedade justiceira, onde predomina a justiça pelas próprias mãos. Não sei qual vai ser o desfecho desta triste história. Mas espero sinceramente que os autores desta violência, gratuita e inqualificável, sejam exemplarmente castigados. Julgo até, que alguns dos focos de violência que temos assistido no nosso país, são alimentados pela falta duma punição exemplar. Se houvesse castigos correspondentes aos crimes cometidos, os seus autores talvez pensassem um pouco mais antes de os cometerem.
In Jornal “O DESPERTAR” – 19-06-2009
Não vale a pena negar os factos – o PS perdeu as eleições europeias e todos os outros ganharam. Valeu o voto militante, dado que a maioria de todos os outros optou pela abstenção, que atingiu os 63%. Com estes valores, numa democracia, nenhum partido responsável pode clamar vitória.
Na semana passada, a imprensa dava conta do falecimento de um senhor de 74 anos, por ter contraído uma infecção hospitalar nas Urgências do Hospital de Faro. A bactéria “Clostridium difficile” que terá causado a morte deste doente, já infectou 38 doentes daquele hospital, desde o início do ano.
Segundo o Correio da Manhã (CM), a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde, ilibou o hospital das mortes ocorridas causadas pela referida bateria.
As infecções hospitalares são de facto preocupantes, dado que as mesmas já afectam cerca de 100 mil pessoas por ano. Com o envelhecimento da população, este número tem tendência para aumentar, dado que os mais idosos são mais vulneráveis a contrair esta infecção nosocomial (hospitalar).
Esta previsão de aumento de infecções hospitalares, foi confirmada ao CM por Cristina Costa, responsável pela Divisão e Controlo da Infecção Associada aos Cuidados de Saúde da Direcção-Geral de Saúde: “Antes morria-se de outro tipo de doenças mas, com o envelhecimento da população, que tem o sistema imunitário debilitado, e com alguns medicamentos, como os imunossupressores, há a tendência para o aumento dos casos de infecção hospitalar”.
Por mais evolução e cuidados que haja na Saúde, a morte está sempre garantida. É a dura realidade da nossa condição humana e, como diz o povo: “Quem de novo não vai, em velho não escapa”.
In Jornal: "O DESPERTAR" - 05-06-2009
A propósito do desaparecimento dum Avião da Air France no Oceano Atlântico, que fazia a viagem do Rio de Janeiro para Paris, fui convidado pelo Jornal “I” a comentar esta notícia e a relembrar o meu próprio acidente. Aqui fica o meu comentário que saiu hoje no jornal. Recorde-se que neste avião viajavam 228 pessoas e até esta hora ainda não foram descobertos os seus destroços.
Imagens de um avião no meio de uma tempestade, atingido por um raio.
Passeio em autocarro turistico por Coimbra
Grupo nacional de ex-dirigentes da ASPAS
Passeio no Rio Mondego no barco Basófias
Fruto da dedicação e empenhamento de alguns colegas, todos os anos tenho a oportunidade de rever amigos que foram importantes numa fase da minha vida – a universitária.
Este ano, o encontro decorreu ao almoço, precisamente no dia do cortejo da Queima das Fitas – 03/Maio/2009. Tal como o ano passado, o convívio decorreu no Restaurante Nacional, onde fomos impecavelmente tratados.
Durante mais de duas horas, foi possível por a conversa em dia, onde ficámos a par das novidades da vida de cada um, quer a nível pessoal quer a nível profissional. É curioso observar, as variantes profissionais daqueles que tiveram a mesma formação. São as circunstâncias da vida actual, que nos obriga, muitas vezes, a optar por uma profissão bem diferente daquela que a nossa formação recomenda. Isto, quando há profissão.
Mas, como o Curso de História é, provavelmente, o curso de maior cultura geral, isso também habilita os seus membros para assumirem as mais variadas funções. A título de exemplo, entre muitos outros, o caso da jornalista Fátima Campos Ferreira (do programa “Prós e Contras”), que é licenciada em História e é uma das maiores referências do jornalismo português.
A terminar, deixo uma palavra de parabéns aos doutores/organizadores do III Encontro do Curso de História 1994/1998: Catarina Saraiva, Clara Serrano, Flora Domingos, Manuel Correia e Paula Campos.
In Jornal: "O DESPERTAR" - 15-05-2009
http://odespertar.com/
Este video foi produzido e realizado por Manuel Correia
Começam a aparecer cada vez mais vozes a vaticinarem que o PS e o PSD devem entender-se e, talvez, pensarem em reeditar o “Bloco Central”.
Ao contrário de algumas dessas cabeças pensantes, acho muito difícil que tal venha a acontecer, pelo menos antes das eleições. Esse entendimento aconteceu em 1983 e na altura os protagonistas eram Mário Soares (PS) e Mota Pinto (PPD). Era pública a boa relação que havia entre os dois, o que facilitou essa coligação.
Agora, em 2009, os líderes são José Sócrates (PS) e Manuela Ferreira Leite (PSD), e a sua relação nem cordial chega a ser. Os dois falam-se por obrigação. São radicalmente diferentes, pelo que não vejo qualquer possibilidade de entendimento entre eles.
Os principais dirigentes do PS, incluindo o próprio secretário-geral, têm apelado a uma maioria absoluta. Outros, também com responsabilidades históricas no partido do Governo, parece que já não acreditam na possibilidade do PS renovar a maioria absoluta e, sem luta nem glória, dispõem-se a deitar a toalha ao chão.
Não subscrevo a teoria da ingovernabilidade dos governos minoritários. No entanto, considero que o PS deve lutar por uma maioria absoluta e, se tal não acontecer, respeitar a vontade do eleitorado. É assim em democracia. Depois das eleições, e só depois delas, retiram-se as respectivas ilações, mas entretanto seria importante que o país eleitor e principalmente o país político, se concentrasse nas eleições para o Parlamento Europeu. Continuar a alimentar esta novela do “Bloco Central”, fora do tempo, é desvalorizar umas eleições que vão ser determinantes para o futuro do próprio país. Se o PS não ganhar as Europeias, aí sim, nunca chegará à maioria absoluta nas legislativas.
O “Bloco Central”, por si só, não é um factor de estabilidade. Pior ainda, quando os lideres dos dois partidos são José Sócrates e Manuela Ferreira Leite. Depois das eleições, com ou sem maioria absoluta, o líder do PS ou PSD que perder essas eleições dificilmente terá condições para continuar a liderar o respectivo partido, pelo que acredito que a liderança do PSD irá mudar no final do ano. Depois disso, até é possível haver algum entendimento, para o caso de não haver maiorias absolutas de um só partido.
OBSERVAÇÃO: Durante cerca de 25 anos foi "colaborador" convidado do Diário de Coimbra. Este artigo foi publicado hoje, 51 dias depois de ser recebido na redacção. Ao fim de 35 dias, e após ver colaboradores com 3 e 4 artigos já publicados, renunciei ao estatuto de "colaborador". Por isso, a partir de agora, e se não houver qualquer evolução, os meus artigos no Diário de Coimbra passarão a ser escritos no "Fala o Leitor". Por enquanto.
Sempre disse o que pensava e não é agora que o vou deixar de fazer. Felizmente tenho a possibilidade de ver os meus artigos publicados em outros jornais locais (Despertar, Campeão, Beiras e Centro) e também nacionais, como foi recentemente o caso no Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Focus, Noticias Magazine, Sol e Expresso.
Em entrevista ao “Campeão das Províncias” desta semana, a futura ex-deputada do Partido Socialista Matilde Sousa Franco fez uma afirmação que, se eu fosse deputado por Coimbra, ficaria preocupado em me voltar a candidatar à Assembleia da República, com o argumento que iria defender os interesses de Coimbra no Parlamento:
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